A Freguesia

Cano

Mais de sete séculos de história documentada, no coração do concelho de Sousel.

Identidade local

Bem-vindo a Cano

Cano é uma freguesia do concelho de Sousel, no distrito de Portalegre, com cerca de 1057 habitantes distribuídos por 49 km². Foi concelho durante 324 anos, entre 1512 e 1836.

Uma Povoação Mais Antiga do que Avis

A primeira referência escrita a Cano surge num documento de 1279, mas há evidência arqueológica de ocupação muito anterior — povoados da Idade do Bronze, villas romanas e vestígios neolíticos, como a Anta do Medronhal.

Água, Terra e Tradição

O nome da freguesia está ligado à água — ao aquífero Estremoz-Cano — e a economia local reflete-se no brasão: cereais, montado e olival são as culturas que marcam a paisagem e a vida da comunidade.

Património Vivo

A Igreja da Misericórdia, a Igreja Matriz e a Fonte das Cinco Bicas testemunham um património histórico rico, no centro de uma vila que preserva as suas tradições através do Rancho Folclórico e de associações locais ativas.

Fé e devoção

Igrejas, ermidas e padroeira

Ao longo do ano

Tradições, festas e feiras

  1. O calendário da freguesia

    Festas e feiras

    O Dia da Freguesia assinala-se no último fim de semana de junho e a Feira Nova a 25 de outubro. Há Feira de Agosto, mercado mensal ao quarto domingo e Mercado do Peixe às quartas-feiras. A festa religiosa em honra de Nossa Senhora da Graça realiza-se no verão.

    Fonte: Junta de Freguesia de Cano - Feiras e Festividades (abre numa nova janela)

  2. Pedra e água no centro da vila

    Fontes e pelourinho

    O inventário municipal data a Fonte das Bicas de 1826 e a fonte do Largo Conde de Valenças de 1908. Na Praça da República está o pelourinho, de base quadrada com quatro degraus, motivos de estilo manuelino e remate com cruz e catavento.

    Fonte: Câmara Municipal de Sousel; All About Portugal (abre numa nova janela)

Ontem, hoje e amanhã

Passado, presente e futuro

Água abundante, gente desde a pré-história

Povoamento antigo

Segundo a Junta, nas proximidades do Cano, na zona de vazamento do Aquífero Estremoz-Cano, existem vestígios de povoação antiga: o povoado de São Bartolomeu (Idade do Bronze), uma villa e cemitério no sítio da Ferrôa, a barragem da Represa e a Anta do Medronhal. A fartura de água terá fixado populações dedicadas à caça, pesca, agricultura e pecuária.

1260 e 1279

As primeiras referências escritas

O Cano surge em mapas e documentos medievais desde, pelo menos, o acordo de 1260 entre os bispos de Évora e da Guarda, que repartiu os territórios das duas dioceses. A referência escrita mais antiga que a Junta indica é a Carta de Composição de 1279, entre o Bispo de Évora e o Mestre da Ordem de Avis. O Cano foi comenda da Ordem de Avis.

De 1512 a 1836

Vila e concelho

O Cano recebeu foral de D. Manuel I, em Santarém, a 1 de novembro de 1512, e foi sede de concelho até à extinção em 1836 (26 de dezembro, segundo a Wikipédia). Documentos anteriores, como uma carta de mandado de 1408, indiciam que já era tratado como concelho. Tinha 785 habitantes em 1801.

Um cano no brasão

Origem do nome

A origem do topónimo é desconhecida: pode vir do árabe qanāt (conduta de água subterrânea) ou do latim canna (juncos, caniços). O brasão da freguesia tem um cano de vermelho a jorrar gotas de água, em campo de ouro, com flor-de-lis, gavela de trigo, sobreiro e oliveira.

Censos 2011 e 2021

População

A freguesia tem cerca de 49,4 km². Os Censos registaram 1 266 habitantes em 2011 e 1 057 em 2021, uma descida de 16,5%, o que dá cerca de 21 habitantes por km².

Fontes consultadas (9)
Território

Localidades

Cano

Sede da freguesia e principal núcleo populacional

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